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Conheça o alucinante (e fantástico) mundo de uma headhunter

A partir do momento em que você se torna um(a) headhunter, você não terá mais nenhum tipo de conversa superficial, todo lugar é lugar para se achar um bom cliente ou um bom candidato e, mais do que isso, você não sabe mais que horas começa o seu trabalho e que horas termina. Já não se trata de profissão, mas de vocação. E, posso falar? Não troco isso por nada.

Mas vamos voltar ao início: como tudo começou.

Eu tinha acabado de sair da empresa júnior da minha faculdade e não tinha a menor ideia de que área procurar em um novo estágio. Então, eu estava em algum desses sites de anúncio de estágios e vi um que, na época, divulgava uma posição chamada “researcher” (só que na área de recrutamento).

Antes de tudo, só consigo te garantir uma coisa: eu nem imaginava que existiam consultorias que eram contratadas para buscar pessoas para outras empresas. Achei bem interessante e essa vaga ainda tinha uma ótima remuneração e, felizmente, não era da área financeira (nada contra a área de finanças, só não era pra mim). Já que com 19 anos as nossas prioridades ainda não estão muito bem definidas, dinheiro me pareceu ser um bom ponto de partida. Me inscrevi e, para a minha surpresa, fui chamada e contratada.

Eu lembro o quanto eu admirava as pessoas com quem eu trabalhava. As roupas, a postura, as unhas impecavelmente feitas, o tom de voz pleno e as reuniões (que por sinal eu as adorava). Tinha dias que eu estava lendo uma revista e, de repente, aparecia na minha frente algum CEO muito conhecido que estava na capa dela. Isso me encantou. Me sentia poderosa: “Uau, uma pessoa como essa depende de gente como a gente para crescer mais”, eu pensava. Mas não se iludam, eu ainda não entrevistava essas pessoas. Lembre-se que nessa época eu era apenas uma estagiária que fazia pesquisas. Como eu disse no meu último artigo (Não basta ser bom, você precisa ser notado), eu era a Sherlock Holmes do recrutamento.

Mal sabia eu que só estava sendo iniciada neste alucinante e fantástico mundo chamado Recrutamento.

Foi só aos 22 anos que comecei a minha atuação como Headhunter pra valer. Eu agora tinha me tornado 100% responsável por todo o processo. Foi quando eu percebi que no fundo no fundo, um recrutador, na verdade, é um vendedor que está com um dos produtos mais difíceis de se vender. Afinal de contas, para começar, o meu produto fala e sente. Ele também muda de ideia, tem planos, desejos, coisas para concretizar, tem opiniões, briga, tem família e coisas para se preocupar. O impacto positivo e negativo que o meu trabalho pode causar em uma organização é gigante. Por isso, o dano de uma má contratação pode ter dimensões absurdas. E, entenda que esse impacto não é só para a organização, mas também para o profissional, já que pode causar problemas familiares e financeiros.

Você consegue entender agora quando eu digo o que é ser 100% responsável? Eu não conseguiria colocar a minha cabeça no travesseiro e ter uma noite de sono tranquila se eu arruinasse a vida de alguém.

Essa é a importância que eu dou para a minha profissão. A cada novo cliente e a cada nova posição, eu busco fazer um briefing completíssimo. Eu preciso entender cada vírgula do que buscam e mais do que isso, preciso alinhar expectativas. Cada novo projeto é como um casamento que vou conduzir. É isso mesmo, um emprego é como um casamento, já que passamos a maior parte das nossas vidas nos nossos trabalhos. Por isso, antes de entrevistar meus candidatos, eu entrevisto o meu cliente – a investigação sempre começa do macro ao micro.

Qual a cultura da empresa? Como é sua área hoje? Qual o cenário que o profissional irá enfrentar? Qual o motivo da contratação? O que você procura? O que não pode faltar? O que você abre mão? Qual seria o profissional ideal? Quais são os requisitos técnicos da posição? E os pessoais? Precisa do inglês? Essas são apenas algumas perguntas que nós fazemos para ter certeza que temos todos os requisitos de um parceiro ideal, e, a partir disto, começamos a procura pelo candidato perfeito.

Chegamos então a segunda parte da “operação cupido”. Depois que eu encontro finalmente o candidato ideal, eu gosto de ser tão clara e transparente como a água. Não tenho medo que o candidato se assuste frente aos desafios que estão por vir. Prefiro que ele saiba exatamente o que o espera, desta forma não haverá decepções futuras e a adaptação será muito mais prazerosa.

Por fim, a terceira e última fase dessa operação se dá no “pós-venda”, ou seja, o quanto a empresa está feliz com aquele talento que encontramos e botamos lá dentro e o quanto o candidato está motivado com a vaga que assumiu e, acredite, essa fase é tão importante quanto as demais.

Dia desses, cheguei ao escritório e havia uma sacola gigante em cima da minha mesa. Era um pote de pipocas gourmet. Nunca havia provado nada igual. Posso falar que foi como degustar pedacinhos do céu em formato de pipoca, foi uma das coisas mais gostosas que já comi. Mas, sinceramente, mais gostoso do que isso, foi a mensagem que veio com elas:

Quer feedback melhor que esse?

São essas pequenas alegrias dos meus dias que me fazem ter certeza que estou no caminho certo.

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