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Qualidade de vida tem tudo ver com satisfação e desempenho no trabalho

Para começar, para você entender minhas percepções sobre o que eu entendo por qualidade de vida é importante que eu te conte um pouco mais sobre as minhas origens. Sou natural de Taguaí - uma cidadezinha do interior de São Paulo que tem apenas 14 mil habitantes e fica na divisa com o Paraná.


Assim como muitas cidades no interior esta é uma localidade que possui poucas oportunidades profissionais e acadêmicas, então com 16 anos decidi vir para São Paulo, para estudar e tentar ganhar a vida assim como milhares de outros habitantes dessa grande metrópole.


Mas você deve estar pensando: o que as minhas origens têm a ver com o tema em questão? Pois bem, imagine o choque que foi para mim começar a viver nessa grande cidade. Eu, um adolescente recém-chegado de uma cidade pacata, que era acostumado a levar 15 minutos para atravessar a cidade inteira a pé, de repente, ao chegar aqui, comecei a demorar 2 horas no trajeto da minha nova casa para o trabalho, ou para a faculdade.


Enfim, essa rotina, atrelada às pressões do dia-a-dia corporativo, a minha adaptação, problemas pessoais, financeiros, dentre as mais diversas situações me levaram a um excesso de estresse, o que de certa forma afetou a minha saúde física e mental por um período.


Atrelado a tudo isso, ainda na faculdade eu descobri a profissão de headhunter. Não sei o quanto você conhece a rotina de um consultor de recrutamento, mas posso te garantir, ela é bem desgastante. Para você ter uma ideia, nós trabalhamos em média de 10 a 13 horas por dia e sempre estamos lidando com prazos de entregas extremamente curtos, ou seja, vivemos sob muita pressão.


Por isso, ao longo da minha carreira eu me peguei várias vezes com elevados picos de estresse, devido à minha rotina corporativa intensa e isso acabava influenciando diretamente a minha vida pessoal.


Com o passar dos anos, comecei a ver que “qualidade de vida” não era simplesmente uma opção, mas algo essencial para mim, para o meu desenvolvimento e para a minha saúde. Comecei a perceber que eu precisava equilibrar as coisas.


Simplesmente cansei de passar horas no trânsito e tomei uma decisão muito sensata, mudei de emprego, encontrei um que valorizasse a saúde dos funcionários tanto quanto eu valorizo a minha, me mudei para um apartamento muito próximo do meu trabalho e isso já resolveu grande parte dos meus problemas.


Hoje, eu posso dizer que praticamente abandonei o carro e aquelas muitas buzinadas que atormentavam a minha manhã, as fechadas de outros motoristas, semáforos que nunca funcionam, entre outras situações que vivemos por horas dentro de carros. Lógico que morar ao lado da empresa em que trabalha não é simples e muitos menos é uma solução viável para todo mundo, mas o que eu quero te mostrar é que sempre há um ponto que te incomoda mais, um ponto que se você mudasse, ele mudaria muitas coisas em sua vida.


Você percebe que estamos em uma discussão muito maior? O que é qualidade de vida para você? No meu caso, poder chegar na Trend a pé em poucos minutos, ganhar mais autonomia, flexibilidade de horários e poder usufruir (de verdade) de ambientes de descompressão dentro do meu trabalho fizeram toda a diferença para mim.


Passar 12 horas ao lado de outros consultores também não é simples, convivo mais com eles do que com a minha própria família, por isso, ter e cultivar um bom ambiente organizacional também é algo muito importante para mim.


Mas e para você, o que é mais importante? Você tem buscando empresas coerentes com os seus próprios valores e expectativas? Você conversa com o seu entrevistador ou com o seu chefe sobre o que mais te motiva em um emprego?


Já, se você é responsável pela motivação de equipes, você já parou para perguntar isso para os seus times? O que falta para eles trabalharem mais motivados, mais saudáveis e mais felizes?


Vejo muitas empresas criarem “áreas de descompressão” (mesas de ping pong, sinuca, vídeo game, disponibilizar sofás para tirar uma soneca depois do almoço, entre outros), mas a pergunta que faço é: você cria momentos/cultura que engaje os seus funcionários a usarem essas áreas?


Da mesma forma, muito se fala hoje em “postura de dono”, então te pergunto: você dá autonomia para a sua equipe? Você permite que eles trabalhem em horários alternativos? Você entende que poder buscar o filho na escola pode ser algo essencial para um profissional?


O mundo está mudando e está mudando bem rápido. Isso interfere diretamente no mercado de trabalho. As pessoas não querem mais só bons salários e benefícios, mas também querem home office para evitar o trânsito de vez em quando, querem sentir a confiança de seus gestores em suas entregas, querem feedback sobre seu desempenho, oportunidades de alavancagem de carreira e também querem ter saúde e felicidade no ambiente corporativo. Tudo isso é qualidade de vida.


A energia do ambiente organizacional interfere diretamente na produtividade das empresas. Apostar em qualidade de vida é uma relação ganha-ganha para todos os lados. As organizações ganham profissionais mais focados e comprometidos e os profissionais ganham satisfação e equilíbrio na vida profissional e pessoal.


Por isso, para finalizar, se eu pudesse te dar um conselho, eu daria esse: invista na sua qualidade de vida e na dos seus profissionais, leve ela a sério, descubra o que tornaria a sua vida e a deles melhor. Tente motivações novas.


Se quiser conversar mais sobre isso, entre em contato comigo, ficarei feliz em ajudar.

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